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A verdadeira história de Emily Rose

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† Maurício †
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default A verdadeira história de Emily Rose

Mensagem por † Maurício † em Sab Jan 14, 2012 3:18 pm

Muitos devem ter se impressionado (ou não) com o filme O Exorcismo de Emily Rose (2005) do diretor Scott Derrickson. Um filme de terror baseado numa
história real capaz de causar calafrios. A história é bastante antiga e
era contada e recontada, discutida e temida por jovens cristãos de anos
atrás. Muitos JUC's já tremeram na base ao ouví-la.

Atenção, muitas das imagens desta matéria podem ser desagradáveis para pessoas sensíveis.

Emily
Rose foi em realidade uma jovem alemã chamada Anneliese Michel que
desde seu nascimento em 21 de setembro de 1952, desfrutava de uma vida
normal sendo educada religiosamente desde muito pequena. No entanto, sem
advertência sua vida mudou de uma hora para outra quando em um dia do
ano de 1968 começou a tremer e se deu conta de que não tinha controle
sobre seu próprio corpo. Não conseguiu chamar a seus pais, Josef e Anna,
nem a nenhuma de suas três irmãs. Um neurologista da Clínica
Psiquiátrica de Wurzburg, Alemanha, a diagnosticou com o "grande mau" da
epilepsia. Devido aos fortes ataques epilépticos e à depressão
seguinte, Anneliese foi internada para tratamento no hospital.

Anneliese Michel com 16 anos
Pouco
depois de começar os ataques, Anneliese começou a ver imagens
diabólicas durante suas orações diárias. Era outono de 1970, e enquanto
os jovens desfrutavam das liberdades da época, Anneliese estava
atormentada com a idéia de estar possuída, parecia não ter outra
explicação às imagens que apareciam enquanto rezava. Como se não fosse o
bastante, vozes começaram a perseguir a moça dizendo-lhe que ela ia
"arder no fogo do inferno". Ela mencionou estes "demônios" aos médicos
só uma vez, explicando que eles haviam começado a lhe dar estas ordens.
Alguns médicos consideraram loucura, outros zombaram em silêncio e o
restante se mostraram incapazes de ajudá-la; Anneliese perdeu as
esperanças de que a medicina pudesse ajudá-la.

Anneliese era uma moça comum e sorridente
Começaram
as buscas por ajuda de religiosos. No verão de 1973 seus pais visitaram
diferentes pastores e padres solicitando um exorcismo. Seus pedidos
foram recusados e recomendaram que Anneliese, agora com 20 anos, devia
seguir com seu tratamento médico. A explicação dada é que o processo
pelo qual a igreja comprovava uma possessão (Infestatio) era muito
restrito, e até que todos os aspectos não estivesses explicados, o bispo
não podia aprovar um exorcismo. Era requerido que alguns fatos já
tivessem acontecidos como, por exemplo, aversão por objetos religiosos,
falar em idiomas que a pessoa não conhecesse e poderes sobrenaturais.

Em
1974, após ter supervisionado Anneliese por algum tempo, o pastor Ernst
Alt solicitou permissão para realizar um exorcismo ao Bispo de
Wurzburg. A solicitação foi recusada e seguida de uma recomendação de
que Anneliese devia receber um estilo de vida mais religioso com o
propósito de que encontrasse a paz. Os ataques não diminuíram, senão que
sua conduta se tornou bem mais errática.

Anneliese com ataque epilético
Na
casa de seus pais em Klingenberg, insultava, batia e mordia os outros
membros da família. Recusava-se a comer porque os demônios proibiam-na.
Dormia no piso gelado, comia aranhas, moscas e carvão, e tinha começado a
beber sua própria urina. A vizinhança toda escutava Anneliese gritar
por horas enquanto quebrava os crucifixos que encontrava pela frente,
destruía pinturas com a imagem de Jesus. Até que iniciou a cometer atos
de auto mutilação e a andar nua pela casa fazendo suas necessidades
independente do lugar onde estivesse.

Anneliese amparada pelo pai
Depois
de verificar "in loco" de que realmente algo muito estranho acontecia
com a moça em setembro de 1975, o Bispo de Wurzburg, Josef Stangl,
ordenou ao Padre Arnold Renz e ao Pastor Ernst Alt a praticar um "grande
exorcismo" baseado no "Rituale Romanum" com Anneliese. Determinou que
ela devia ser salva de vários demônios, incluindo Lúcifer, Judas
Iscariotes, Nero, Caim, Hitler e Fleischmann, um curandeiro do Século
XVI, e algumas outras almas atormentadas que se manifestavam através
dela.

Anneliese ao lado da mãe
Entre
setembro de 1975 até julho de 1976 praticaram uma ou duas sessões de
exorcismo por semana, os ataques de Anneliese eram tão fortes às vezes
que precisava ser segurada por três homens e inclusive tiveram que
amarrá-la algumas vezes. Durante este tempo, Anneliese regressou a uma
vida, até certo ponto, normal. Fez os exames finais da Academia de
Pedagogia de Wurzburg e ia egularmente à igreja.

Sessão de exorcismo
Os
ataques, no entanto, não pararam. De fato, paralisava-lhe o corpo e
caía inconsciente pouco depois. O exorcismo continuou por muitos meses
mais, sempre com as mesmas orações e esconjuros. Por várias semanas
Anneliese recusou-se a comer e seus joelhos sangravam pelas 600 flexões
que fazia obsessivamente durante a cada sessão. Foram feitas mais de 40
gravações durante o processo com o propósito de preservar os detalhes.

Sessão de exorcismo
O
último dia do rito do exorcismo foi em 30 de junho de 1976, quando
Anneliese já sofria de pneumonia, havia emagrecido bastante e estava com
uma febre muito alta. Exausta e fisicamente incapacitada para fazer as
flexões por sua própria conta, seus pais aparavam e ajudavam-na com os
movimentos. A última coisa que Anneliese disse a seus exorcistas foi:

- "... por favor, roguem pelo meu perdão" e virando-se e recostando a cabeça no ombro da mãe disse:

- "Mamãe estou com medo".
Anna Michel fotografou a morte de sua filha no dia seguinte, era
primeiro de julho de 1976 exatamente ao meio dia. O Pastor Ernst Alt
informou às autoridades em Aschaffenburg e o Promotor geral começou uma
investigação imediatamente.

Anneliese na manhã do dia 01/07/1976
Pouco
tempo depois que tomaram conhecimento destes fatais eventos o filme
"The Exorcist" de William Friedkin estreou nos cinemas da Alemanha,
levando uma onda de histeria paranormal que infectou todo o país.
Psiquiatras em toda Europa reportaram um incremento de idéias obsessivas
em seus pacientes.

Os promotores do caso levaram mais de dois
anos para conseguir a acusação dos exorcistas de homicídio por
negligência. O "Caso Klingenberg" devia ser decidido sobre duas
perguntas: O que causou a morte de Anneliese Michel e quem era o
responsável?

De acordo à evidência forense, ela morreu de fome e
os especialistas demandaram que se os acusados a tivessem forçado a
comer uma semana antes de sua morte, Anneliese poderia ter sido salva.
Uma irmã declarou que Anneliese não queria ir a uma instituição mental
porque poderiam sedá-la e obrigá-la a comer. Os exorcistas trataram de
provar a presença de demônios mostrando as gravações dos estranhos
diálogos, quando demônios discutiam qual deles iria deixar o corpo de
Anneliese primeiro. Um deles, que chamava a si mesmo de Hitler, falava
com sotaque carregado (Hitler era austríaco). O fato é que nenhum dos
presentes durante o exorcismo teve a mínima dúvida da autentica presença
destes demônios.

Os psiquiatras, que foram chamados a
testemunhar, falaram da "Doctriniarire Induction". Eles disseram que os
padres tinham dado a Anneliese o conteúdo de suas condutas psicóticas
aceitando sua conduta como uma forma de possessão demoníaca. Também
declararam que o desenvolvimento sexual instável de Anneliese junto a
sua diagnosticada epilepsia tinha influenciado a psicose.

O
veredicto foi considerado, por muitos, menos rigoroso do que se
esperava, os pais de Anneliese assim como os exorcistas foram
considerados culpados de assassinato por negligência e de omissão de
primeiros socorros. Foram sentenciados a seis meses de prisão que nunca
cum,priram com liberdade condicional impetrada. O veredicto incluía a
opinião da corte de que os acusados ao invés de propiciar o tratamento
médico que a garota precisava, decidiram por práticas supersticiosas que
agravou a já crítica condição de Anneliese.

Uma comissão da
Conferência Episcopal Alemã depois declarou que Anneliese Michel
realmente não estava possuída, no entanto, isto não impediu aos crentes a
continuar com a luta de Anneliese, já que muitos criam em sua possessão
e que o corpo dela não encontrou paz inclusive após a morte. Seu
cadáver foi exumado onze anos e meio depois de ser enterrada, só para
confirmar que havia se descomposto e se estava sob condições normais. Na
atualidade sua sepultura permanece como um lugar de peregrinação para
rezar "o terço" por aqueles que acham que Anneliese Michel lutou
valentemente contra o demônio.

O túmulo de Anneliese
Depois
de uma missa dominical, ao lado do padre Bob Meets, Anna, a mãe de
Anneliese, fez recentemente uma de suas poucas e breves declarações a
imprensa:

- "Não me arrependo do que fizemos, era o que tínhamos para combater aquele mal".

O padre Bob e Anna, a mãe, hoje com 85 anos
Apesar
de ser um bom filme, "O Exorcismo de Emily Rose" desvia-se da
verdadeira história de Anneliese. O filme alemão Réquiem, de
Hans-Christian Schmid, centra-se no verdadeiro calvário da sofrida moça.

Antes
de críticas contumazes, melhor lembrar que os pais de Anneliese eram
simples devotos, não fanáticos. Ninguém incide na gravidade do
transtorno e na medicação, totalmente equivocada, e os médicos lavaram
as mãos neste caso.

O áudio do seguinte filme são fragmentos recuperados das fitas cassete com as gravações das sessões de exorcismo. Então não assista se for muito sensível.

Historia Dela Em Vídeo


Bom Medo Extremo




Última edição por † Maurício † em Qua Jan 30, 2013 1:44 pm, editado 2 vez(es)
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† Maurício †
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default Re: A verdadeira história de Emily Rose

Mensagem por † Maurício † em Sab Abr 07, 2012 1:40 am

Cade os comentários dessa matéria tão assustadora? No
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Murilo

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default Re: A verdadeira história de Emily Rose

Mensagem por Murilo em Sex Jan 25, 2013 12:16 pm

Pow, muito assustador '0'

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