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O CASO DO FALSO FANTASMA

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ninfa.bebe.azul
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default O CASO DO FALSO FANTASMA

Mensagem por ninfa.bebe.azul em Ter Nov 29, 2011 6:38 pm

Corria no sertão, naquela pequena cidade esquecida do mundo, a conversa de que havia um fantasma, que adora aterrorizar as pobres mulheres da região, fazendo as piores agruras imagináveis, enquanto seus maridos tinham que ir a busca do tão importante sustento de seus filhos e família. O Fantasma aprontava a valer.
Porém naquela cidade havia uma mulher diferente das outras, seu marido havia lhe ensinado a atirar, manejar o machado e a foice com extrema perícia, o que muitas vezes havia lhe salvo a vida e de seus filhos.
Certa noite, ao chegar a casa sob a luz da lua, cansada de mais um dia de lida dura na roça, fez com humildade suas obrigações na casa, e logo após colocar seus filhos para dormir, foi em busca da tão sonhada noite de descanso.
Sentada na cama, lembrava-se do marido, pensava no trabalho do próximo dia e nas dificuldades que os pobres filhinhos passavam, enrolou um belo cigarro de palha, acendeu, deu umas baforadas e sentindo o cansaço de todos os dias, deitou-se na cama ainda com o cigarro em suas mãos...
Uma onda de sono a invadiu e de sua mão, cigarro caiu no chão, sentindo a queda do objeto, olhou de rabo de olho, imaginando que não precisava se preocupar, pois o cigarro apagaria de forma rápida.
Foi quando uma onda de terror e medo a invadiu, pois sob a luz fraca do lampião, uma mão peluda, saiu do nada, vindo debaixo da sua cama e apagou o seu cigarro.
Lembrando-se do mito do fantasma, mesmo apavorada, pensou no que fazer, sentou-se na cama novamente, e em voz alta disse que havia se esquecido de recolher a roupa do varal, e que não podia dormir sem que a trouxesse para dentro. Levantou-se foi até o quintal e procurou o primeiro objeto que lhe vale-se de arma, viu a foice, mas acreditou que naquele momento seria fácil lhe dominar quando tentasse cortar a mão do suposto fantasma.
Olhando em volta viu seu belo machado muito bem afiado, e arquitetou o plano, o corte da mão do fantasma.
Entrou novamente na casa, colocando em cima da cama a roupa e o machado muito bem escondido, e fez novamente todo o ritual para dormir, acendeu mais uma vez o cigarro, deu umas pitadas e fingindo que tinha adormecido deixou novamente o cigarro aceso cair de sua mão, novamente a mão foi saindo de baixo da cama para apagar o cigarro, porém ela já aguardava e com uma só machadada, cortou a mão do tal fantasma.
Ouviu-se um urro de dor, e aquele enorme vulto saiu em desesperada carreira, passado pela porta ainda sendo cortado pelo machado afiado da corajosa mulher.
No outro dia, a cidade estava em polvorosa, todos comentavam o acidente que seu grande amigo e compadre havia sofrido....
Ela preocupada foi em busca de informações ao qual não foi sua surpresa, seu compadre havia sido atacado por “ladrões” e haviam lhe decepado a mão, e cortado em vários lugares suas costas a poder de machadadas.
Nunca mais, se ouvi falar do fantasma na cidade.
E o segredo de seu compadre, morreu com ela.

FONTE: CONTOS E CAUSOS DE FAMÍLIA

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